O projeto “Mel da Mata: Meliponários Polinizadores”, da BATTRE, elaborado e realizado por Margareth Falcão e Fábio Bastos, biólogos responsáveis pelo Centro de Monitoramento da Fauna e Flora, foi finalista do Prêmio Solví de Inovação 2020 e ganhou em quinto lugar na categoria Inovação Comercial/Administrativa.

O projeto foi iniciado em 2018 com a implantação de uma colônia de Abelhas Uruçu na área do Horto Mata Atlântica. Ele surge da iniciativa de promover o enriquecimento das áreas do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas. Visando com isso a melhoria do processo de polinização natural e possibilitando o aumento da produtividade e fertilidade das espécies da flora local que dependem da polinização cruzada, consequentemente, acelerando o processo de regeneração natural do ambiente.

Ele tem como objetivo promover a aceleração no processo de polinização natural na área do Aterro Metropolitano Centro, possibilitando o aumento da produtividade e fertilidade das espécies da flora, sobretudo sobre a preservação da espécie Melípona scutellaris que se encontra ameaça de extinção.

O Meliponário da BATTRE atualmente possui 8 caixas, considerando que cada caixa pode haver em torno de 3.000 indivíduos, temos 24.000 abelhas nativas Uruçu fazendo parte desse processo de pesquisa.

Esse projeto é de extrema importância para o meio ambiente, pois as abelhas nativas Uruçu trazem muitos impactos positivos. Com a preservação da sua espécie, elas mantém o ecossistema em equilíbrio, já que as abelhas são responsáveis pela polinização da flora nativa e árvores frutíferas.

Mas além disso apresenta um grande impacto social. O principal é a transformação social dos moradores que vivem na APA. Após o conhecimento da importância da fauna e flora local, os moradores passam a preservar as espécies e reconhecer a área como um potencial para a sustentabilidade de todos da APA Joanes Ipitanga.

A comunidade também terá participação direta na produção desse projeto. Como a BATTRE possui parceria com associações e lideranças comunitárias, a ideia é promover uma ação para que alguns moradores sejam selecionados e passem a participar do Projeto com a criação de abelhas Uruçu em seus quintais. 

Preferencialmente, o projeto beneficiará moradores do entorno da UVS, fomentando assim o sentimento de parceria para a conservação da Mata e toda sua biodiversidade, impedindo por exemplo, as constantes queimadas e capturas de animais silvestres. Moradores de áreas próximas a BATTRE que residem na área da APA também podem ser beneficiados. 

Margareth exprime sua alegria de fazer parte desse momento e explica a importância desse projeto. “O Projeto agrega valor ambiental, social e institucional e potencializa as riquezas da nossa UVS. Assim, para a  comunidade é uma oportunidade de conhecimento sobre a importância da APA e suas riquezas, e também melhoria da qualidade de vida com o projeto de geração de renda que potencializa a sustentabilidade local, já para a UVS BATTRE uma oportunidade de estreitar seu relacionamento com a comunidade local em um projeto inovador e que possibilita visibilidade socioambiental para investidores e clientes que consideram a Responsabilidade Socioambiental um valor único para as empresas do Futuro. “

O projeto está em fase de multiplicação de suas matrizes (caixas de abelhas) no AMC BATTRE. Nesta fase as abelhas têm produzido mel, samburá e própolis, porém é somente para o consumo próptio delas. Experimentalmente tem sido coletada algumas amostras para divulgação em atividades educativas e de orientação sobre o projeto.

 


ÚLTIMAS NOTÍCIAS